28 de jan. de 2026

Porto do Mangue e o velho dilema da falta d’água

EDITORIAL— Uma crise silenciosa, mas que afeta o dia a dia de cada morador, atinge Porto do Mangue. O desabastecimento de água se tornou uma realidade constante, colocando em xeque a eficiência do serviço prestado pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), empresa estatal responsável pelo fornecimento.

A população, que paga pela conta, enfrenta a insegurança hídrica. Torneiras secas, rotinas interrompidas e a sensação de abandono por parte do poder concedente. O problema reflete uma disfunção crônica observada em diversos serviços estatais pelo país, onde a prestação eficiente e contínua falha em chegar ao cidadão que só paga a conta.

Diante do cenário, a peteca está agora com os representantes locais. A cobrança por uma solução urgente e tem que ser definitiva, é um dever do Prefeito e dos vereadores, que precisam levantar essa bandeira em defesa de seus munícipes.

A pressão sobre o governo do estado por diligências imediatas é o primeiro passo. No entanto, o debate também precisa avançar para uma proposta mais ousada e estrutural: a municipalização do abastecimento local. Uma ideia, que deveria ganha força entre a população e lideranças, defender que o próprio município assuma a gestão do serviço de água e esgoto da cidade.

A tese é de que a administração local, mais próxima das necessidades e dos problemas, teria agilidade e compromisso para oferecer um serviço de qualidade, digno de quem paga por ele. Enquanto a discussão não evoluir, de medidas paliativas a soluções de longo prazo, os moradores de Porto do Mangue seguiram na expectativa de ver um direito básico – o acesso à água – ser, de fato, garantido.

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