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| Nos corredores do ministério, ainda não se sabe se os funcionários vão mudar de lugar. Na quarta-feira 2, primeiro dia de expediente em 2019, o letreiro na frente do prédio, que carregava os dizeres “Ministério do Trabalho” e “Ministério da Fazenda”, foi retirado. Agora, o prédio ostentará apenas o nome do Ministério da Economia. |
Criado em 26 de novembro de 1930 por
Getulio Vargas, o Ministério de Trabalho viu seu atestado de óbito ser assinado
no dia 1º de janeiro pelo presidente Jair Bolsonaro, na forma de uma Medida
Provisória.
No dia 28 de dezembro, a pasta teve seu
último dia de vida como um órgão independente. Não houve choro, nem vela, nem
bolo de despedida. Funcionários terceirizados cochichavam discretamente sobre o
possível e provável fim de seus empregos.
O clima era de resignação, e não desespero.
Os corredores estavam vazios, como em todos os demais prédios da Esplanada dos
Ministérios em Brasília.
Na véspera de Ano-Novo, a preocupação era
quando acabaria o plantão e começariam os festejos de fim de ano com familiares
e amigos. O futuro estava incerto e não valia a pena discuti-lo.
Na Medida Provisória editada por Bolsonaro
em seu primeiro dia de governo, o ministério se dividiu em três. Imigração e
Registro Sindical ficaram sob o chapéu de Sergio Moro, no Ministério da Justiça
e Segurança Pública.
A Subsecretaria e o Conselho de Economia
Solidária será responsabilidade de Osmar Terra, ministro da Cidadania.
Todas as demais funções do órgão serão
absorvidas pelo Ministério da Economia, comandado por Paulo Guedes.