17 de abr. de 2020

Governadores do Nordeste pedem reforço de médicos sem diploma validado



Os governadores dos nove estados do Nordeste solicitaram ao ministro da Saúde, Nelson Teich, que autorize a atuação dos cerca de 15 mil médicos brasileiros que cursaram medicina no exterior, mas não tiveram seus diplomas validados no Brasil, durante a pandemia do novo coronavírus.

Em carta enviada ao ministro, os governadores destacaram que a gravidade do momento exige medidas para ampliar o quadro de médicos do país, garantindo a assistência à saúde aos brasileiros. Esses profissionais seriam integrados ao Sistema Único de Saúde e passariam por um processo de validação dos diplomas por meio de programas de complementação curricular e avaliação na modalidade ensino-serviço, com o apoio de universidades públicas federais e estaduais.

“Precisamos muito desta mão de obra de médicos. Nesta escassez que nós temos, e vamos ter ainda mais, é um reforço importantíssimo”, afirmou o governador da Bahia, Rui Costa (PT) [foto], presidente do Consórcio Nordeste.

Sesap: RN tem 124 recuperados do coronavírus



O Rio Grande do Norte tem 124 pessoas recuperadas do novo coronavírus. Os dados são da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) e foram divulgados nesta sexta-feira (17).

Essa é a primeira vez que o número de pessoas recuperadas da Covid-19 consta no boletim estadual, que é divulgado diariamente.

A maioria das pessoas recuperadas é de Natal: 99 ao todo. As outras são de Assu (7), Extremoz (4), Macaíba (3), São José de Mipibu (2), Ceará-Mirim (2), Monte Alegre (2), Apodi (1), Areia Branca (1), Luís Gomes (1), Nísia Floresta (1) e Tibau (1).

Segundo a Sesap, os dados são relativos até a quinta-feira (16) e foram colhidos com as secretarias municipais de saúde.

O Rio Grande do Norte tem atualmente 463 casos confirmados de coronavírus e 23 mortes pela doença. Nesta sexta-feira (17), o estado registrou 63 novos casos, o que representa o maior número de infectados em um dia desde que doença chegou ao território potiguar.

O estado conta com 2.184 casos suspeitos e 2.310 descartados.

64% dos médicos não acham que Brasil está pronto para lidar com pandemia



Uma pesquisa realizada pela Ipsos na América Latina apontou que, para 64% dos médicos brasileiros, a população não está pronta para lidar com a pandemia da covid-19.

A pesquisa, realizada em parceria com a Fine, foi feita entre os dias 31 de março e 3 de abril e ouviu 1.580 profissionais da medicina de várias especialidades em quatro países: Brasil, Argentina, Colômbia e México.

No caso do Brasil, a percepção piorou na comparação com a primeira pesquisa, realizado entre os dias 21 e 23 de março, quando 56% acreditavam que a população não estava preparada.

Na outra ponta, 63% dos médicos brasileiros acreditam que a sociedade está engajada na luta contra a pandemia, número que representa uma queda em relação a primeira pesquisa, que apontava 67%.

76% dos profissionais também acreditam que a infraestrutura hospitalar do Brasil não está preparada para a pandemia, praticamente o mesmo nível da primeira pesquisa (78%).

Covid 19: Sistema de Saúde do Ceará entra em colapso e fila de espera já chega a 48 pacientes

Coveiros usando trajes de proteção carregam caixão. 

(REUTERS/Amanda Perobelli)
A secretária executiva de Vigilância da Secretaria de Saúde (Sesa) do Ceará, Magda Almeida, informou nesta quinta-feira (16) que 100% dos leitos das Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) reservados para pacientes com coronavírus estão ocupados.

Além de ter entrado em colapso, o sistema de saúde do Ceará já notificou 48 pacientes de coronavírus em estado grave na fila de espera por uma vaga na UTI. Segundo Magda, é o perfil de maior gravidade de pacientes com Covid-19 que demanda as estruturas especializadas. Cada paciente fica, em média, de 7 a 14 nesses leitos.

“A pressão assistencial, independente dos números, é muito grande sobre os leitos de UTI porque não conseguimos abrir todos os 800 leitos que a gente projetava. Nossos respiradores não foram entregues, e estamos com muitos problemas em relação a isso. Nesse momento, apesar de não estarmos no pico esperado da epidemia, estamos com leitos de UTI em ocupação máxima”, explica Magda.

Fedentina por conta de entupimento de esgoto causa revolta na Avenida Graciliano das Neves



Uma série de vazamentos de esgoto provocou reclamações dos moradores da Avenida Graciliano Ferreira das Neves, no centro de Carnaubais.

Registros feitos na manhã de hoje mostram que há inclusive uma cratera aberta, além de uma boca de lobo interditando parte da via, o que pode provocar acidentes. A Caern, responsável pela manutenção da rede, não dar nem satisfação.

O problema começou há cerca de um mês, quando a rede de esgoto estourou na via pública e a fedentina ”insuportável” passou a fazer parte da rotina dos moradores.

Jussicléia, que mora em frente a uma dessas bocas de lobo, conta que uma equipe chegou a ser iniciada o serviço no local. Porém, deixaram a tampa aberta e o mau cheiro continuou.  

"Aqui em frente  ninguém consegue sentar na calçada. Tem hora que é pior e somos obrigados a ficar dentro de casa", explica. Com o entupimento da rede, os dejetos de esgoto corriam pela avenida. 

Velho problema - Faz tempo que os moradores se queixam da Caern. Há seis anos, o popular Mantico já denunciava o mesmo problema que persistiu em frente a sua residência por longos meses. Lembre AQUI


Mais buracos


Na avenida Inácio Dias – Estrada da Castanha – a Caern já deixou sua marca de destruição. Um buraco para conserto da tubulação foi feito e depois de vários dias continua atrapalhando o trânsito.

16 de abr. de 2020

Não haverá ‘cavalo de pau’ em quarentena, garante Bolsonaro ao lado de novo ministro


Ao lado de Jair Bolsonaro na tradicional live de quinta-feira no Facebook, o novo ministro da Saúde, Nelson Teich, procurou novamente, como havia feito na entrevista à tarde logo após ser convidado, mostrar que está alinhado ao presidente nas estratégias para combater o avanço do novo coronavírus.


Antes de passar a palavra ao novo titular da Saúde, Bolsonaro agradeceu ao ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, mas disse que a “linha dele (Mandetta) era voltada quase que exclusivamente para a questão da vida”, sem levar em conta os efeitos do isolamento horizontal na economia do país. 

“É importante, não tem nada mais importante que a vida, mas sabemos que os efeitos colaterais de uma quarentena muito rígida poderiam causar problemas seríssimos para o Brasil, a ponto de a economia não se recuperar mais”, disse.

Segundo Bolsonaro, as consequências econômicas da quarentena “também levam à morte”. E reforçou o que o ministro havia dito à tarde: não haverá mudanças bruscas em relação ao isolamento social. 

“Não vai ser um cavalo de pau que vamos dar nessa questão, mas gradativamente o Brasil vai votar a trabalhar”. Ele, no entanto, ressaltou que isso vai depender de governadores e prefeitos, já que o Supremo Tribunal Federal decidiu na quarta-feira 15 que estados e municípios têm autonomia para decretar quarentenas.

Charge: Mandetta demitido!


Trapaceando: 76.624 presos tentaram burlar acesso ao auxílio de R$ 600


O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni afirmou na manhã desta quinta-feira (16) que 76.624 presos tentaram burlar o sistema de acesso ao pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 oferecido pelo governo a trabalhadores informais em meio à crise do coronavírus.

Onyx ressaltou ainda preocupação com a decisão do juiz Ilan Presser, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), que suspendeu na noite de ontem (15) a exigência de regularização do Cadastro de Pessoa Física (CPF) para a obtenção do auxílio.

O magistrado deu o prazo de dois dias para a Caixa retirar a exigência. O juiz destacou que a exigência estava provocando filas e aglomerações em agências da Receita Federal, contrariando medidas de distanciamento social adotadas pelas autoridades sanitárias no combate à pandemia.

Para Onyx, com a mudança, presidiários poderão ter acesso ao pagamento. Ele apontou que o auxílio não é para “bandido”.

Bolsonaro diz que governo não tem como manter auxílio emergencial por muito tempo



O presidente Jair Bolsonaro afirmou que o governo não tem como manter o auxílio emergencial ou outras ações por muito tempo. Segundo ele, o governo já destinou R$ 600 bilhões e os gastos das medidas podem chegar a R$ 1 trilhão. “O governo não é uma fonte de socorro eterna”, disse em pronunciamento oficial no Palácio do Planalto.

Bolsonaro afirmou que era um direito do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta defender seu ponto de vista como médico, mas que a questão da manutenção de empregos não foi tratada como acredita que deveria ter sido. Bolsonaro citou novamente que o isolamento social e fechamento de comércio afeta, principalmente, trabalhadores informais, que não podem ficar sem trabalho.

“Como presidente da República eu coordeno vinte e dois ministérios. Na maioria das vezes, o problema não afeta só um ministério. Quando se fala em saúde, em vida, não pode deixar de falar de emprego, porque uma pessoa desempregada está mais propensa do que uma outra que está empregada”, afirmou.

Câmara aprova texto-base de ampliação do auxílio de 600 reais



Com amplo apoio da Casa, deputados aprovaram de forma simbólica, sem a contagem de votos, a ampliação do auxílio emergencial de R$ 600 para trabalhadores informais durante a crise da covid-19.

A medida aprovada foi uma versão modificada do que o Senado havia aprovado, por isso, depois de concluída a análise dos destaques a medida terá de retornar para nova análise dos senadores. Só depois poderá ir à sanção presidencial.

O relator da Câmara, deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP), retirou trecho que ampliava o alcance de um amparo permanente para a baixa renda, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), a um custo de R$ 20 bilhões ao ano.

Além disso, ele também eliminou todo um artigo que criava o programa de auxílio ao emprego. A proposta autorizava o Poder Executivo a pagar parte dos salários de trabalhadores (até o limite de três mínimos) para que não fossem demitidos no período seguinte à pandemia.

Os pagamentos ocorreriam durante todo o estado de calamidade pública. A projeção era a de que o impacto dessa medida seria de R$ 114 bilhões.

Governo empossa primeira diretora geral da Polícia Penal no RN

A posse da primeira servidora nomeada para exercer a função de Diretora Geral da Polícia Penal (DGPP), a policial penal do RN, Regina Ribeir...