26 de jun. de 2026

Terremoto com quase 1.000 mortos na Venezuela é duro golpe em país mergulhado em crise

O número de vítimas mortais após os dois potentes terremotos que sacudiram a Venezuela na quarta-feira (24/6) continua aumentando.

Nesta sexta-feira (26/6), estão confirmados aos menos 920 vítimas e mais de 3.000 feridos. E não há dúvida de que este desastre natural representa um golpe devastador para um país mergulhado há anos na incerteza.

Menos de seis meses atrás, forças americanas capturaram Nicolás Maduro, o líder de esquerda que governava o país desde 2013, em uma incursão à sua residência presidencial em Caracas ao amanhecer. Ele foi transportado para Nova York, nos Estados Unidos, para responder a acusações de narcotráfico.

Desde então, a Venezuela é governada pela então vice-presidente Delcy Rodríguez, aliada de Maduro, para grande pesar dos partidários da oposição. Eles esperavam que o governo Trump colocasse no poder a líder opositora, María Corina Machado.

Rodríguez se dirigiu à nação

Visivelmente abalada, ela pediu, "antes de tudo", união ao povo venezuelano, profundamente dividido há mais de uma década, entre os apoiadores de Maduro e do seu predecessor e mentor, Hugo Chávez (1954-2013), e seus opositores.

Rodrigues declarou estado de emergência no país e encarregou o general Juan Ernesto Sulbarán, comandante da Guarda Nacional da Venezuela, de liderar a reação frente à crise.

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