13 de jan. de 2019

Medida: Líderes do PCC não irão para Mossoró



De início, o plano da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) era transferir do Ceará 60 líderes das três facções que vinham comandando, de dentro dos presídios, o crime nas ruas de Fortaleza e outros municípios do Ceará.

Até ontem, foram removidos, ao todo, 39 para a Penitenciária Federal de Mossoró: 21 do Comando Vermelho (CV) e 18 da Guardiões do Estado (GDE).

Pelo menos, por enquanto, segundo uma fonte do governo, a SAP teria desistido de transferir 20 criminosos já relacionados do Primeiro Comando da Capital (PCC).

A justificativa seria que o sistema aqui daria conta de isolá-los e monitorá-los. A Inteligência do órgão penitenciário teria detectado que os ataques estariam restritos a integrantes do CV e da GDE.

Há outra leitura possível. O PCC, diferente das duas facções, tem um melhor nível de organização no cenário do crime no País. A GDE, por exemplo, é uma organização criminosa "doméstica". Teria sido fundada no Ceará a partir de um racha de lideranças cearenses que teriam se recusado a continuar pagando a "cebola", uma mensalidade cobrada pelos paulistas.

Pois bem, o PCC, por ser mais "nacionalizado" que o CV, poderia decidir aprofundar ainda mais a crise no território cearense. Além, também, de desencadear um efeito dominó pelo resto do País. A análise foi posta na mesa por alguns integrantes do Centro de Inteligência do Nordeste que é sediado em Fortaleza.

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