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Uma apuração que começou nos Estados Unidos, após a denúncia de uma família, levou autoridades a identificar no Brasil um homem de 31 anos acusado de abordar adolescentes pela internet, obter imagens íntimas sob pressão e armazenar milhares de arquivos ilegais.
No inquérito acessado pela coluna de Manoela Alcântara, do Metrópoles, o caso ganhou dimensão internacional: mais de 300 vítimas foram identificadas, em sua maioria estrangeiras, especialmente norte-americanas, e ao menos sete eram brasileiras.
Entre os episódios apurados, uma das vítimas ligadas à investigação era uma jovem do Rio Grande do Norte. Segundo a apuração, foi com base em material associado a essa vítima potiguar que o homem acabou condenado a seis anos de prisão, por registrar imagens envolvendo adolescente e armazenar conteúdo ilegal.
Apesar de ter sido preso durante as investigações, ele atualmente responde em liberdade.
COMO FAZIA PARA CONSEGUIR AS IMAGENS
O suspeito usava perfis falsos, se passando por adolescente, para se aproximar das vítimas em aplicativos de conversa frequentados por jovens. Depois de pedir imagens íntimas, ele passava a usar o material para pressão psicológica, ameaçando divulgar o conteúdo a familiares e contatos caso não recebesse novos arquivos.







