6 de jun. de 2020

Presidente Bolsonaro em live confirma mais duas parcelas do auxílio emergencial


Da  Agência Brasil 

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (4) que foi acertado o pagamento de mais duas parcelas do auxílio emergencial, mas com valor inferior aos atuais R$ 600. A informação foi dada pelo presidente durante sua live semanal, transmitida pelas redes sociais.

"Vai ter, também acertado com o [ministro da Economia] Paulo Guedes, a quarta e a quinta parcela do auxílio emergencial. Vai ser menor do que os R$ 600, para ir partindo exatamete para um fim, porque cada vez que nós pagamos esse auxílio emergencial, dá quase R$ 40 bilhões. É mais do que os 13 meses do Bolsa Família. O Estado não aguenta. O Estado não, o contribuinte brasileiro não aguenta. Então, vai deixar de existir. A gente espera que o comércio volte a funcionar, os informais voltem a trabalhar, bem como outros também que perderam emprego", disse. 

O auxílio emergencial foi aprovado pelo Congresso Nacional em abril e prevê o pagamento de três parcelas de R$ 600 para trabalhadores informais, integrantes do Bolsa Família e pessoas de baixa renda. Mais de 59 milhões tiveram o benefício aprovado. O novo valor ainda não foi anunciado pelo governo.  

O presidente também antecipou um possível aumento no valor do benefício do Bolsa Família, pago a cerca de 14 milhões de famílias em situação de pobreza e pobreza extrema. O valor do eventual aumento ainda será anunciado, garantiu o presidente, sem especificar uma data.
  
"Acho que o pessoal do Bolsa Família vai ter uma boa surpresa, não vai demorar. São pessoas que necessitam desse auxílio, que parece que está um pouquinho baixo. Então, se Deus quiser, a gente vai ter uma novidade no tocante a isso aí", afirmou.

Extermínio: RN tem 704 assassinatos neste ano; Mossoró se aproxima de 90 mortes violentas

O dado é do Observatório da Violência (OBVIO), que aponta um aumento de pouco mais de 10% na quantidade de mortes em 2020 em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo o Obvio, o estado já registrou 704 assassinatos entre o início deste ano e o começo da manhã de sexta-feira (05). No mesmo período de 2019, a entidade contabilizou 637 casos.

Natal figura na liderança com 153 casos; seguida de Mossoró com 85 até então, visto que na manhã de ontem a cidade teve mais um homicídio, sendo o primeiro deste mês de junho e o 86º do ano.

O crime aconteceu por volta das 11h da manhã de ontem, e vitimou um homem de 29 anos de idade, identificado como Alamerson de Oliveira Monteiro. A informação é de que ele trafegava em uma bicicleta quando foi surpreendido por uma dupla de moto.


Coronavírus são achados em morcegos da China



Em meio à pandemia provocada pelo vírus SARS-CoV-2, um hipotético irmão SARS-CoV-3 já poderia estar escondido na natureza à espera de um próximo ataque à humanidade.

Uma análise genética de centenas de novos coronavírus achados em morcegos da China revela que alguns deles têm “um alto potencial de transmissão entre espécies” e aponta para a “origem provável” do próprio SARS-CoV-2 em uma espécie regional de morcegos-de-ferradura.
    
“Há uma enorme diversidade natural destes coronavírus”, observa o ecólogo boliviano Carlos Zambrana, da EcoHealth Alliance, uma organização internacional com sede em Nova York dedicada a investigar as doenças emergentes que surgem da fauna selvagem e ameaçam a humanidade.

Sua equipe, em colaboração com o Instituto de Virologia de Wuhan, analisou mais de 1.200 sequências genéticas de coronavírus achados em morcegos, sendo 630 delas novas, e confirmou que “o sudoeste da China é um centro de diversificação” desses vírus.

Lá se dá uma tempestade perfeita: uma grande quantidade de espécies de morcegos — cada uma com seu vírus característicos —, uma alta densidade populacional humana e um constante contato entre pessoas e animais, que inclui caçar e comer morcegos.

Bolsonaro diz que Brasil pode romper com a OMS: "Não precisamos de gente de lá de fora”



O presidente Jair Bolsonaro disse nesta sexta-feira (5) que o Brasil estuda romper relações com a OMS (Organização Mundial da Saúde). O chefe do Executivo federal classificou o órgão como “político”, “partidário” e “ideológico”.

- “Os Estados Unidos saíram da OMS e a gente estuda no futuro, ou a OMS trabalha sem o viés ideológico ou nós vamos estar fora também. Não precisamos de gente de lá de fora para dar palpite na saúde aqui dentro”, disse.

O presidente abordou o assunto enquanto comentava decisão parecida tomada pelos Estados Unidos, que também anunciaram o rompimento com a organização, em maio deste ano.

Bolsonaro aproveitou os comentários para elogiar o presidente norte-americano, Donald Trump, a quem se referiu como um “irmão” e disse torcer para que ele “seja reeleito”.

Brasil pode perder 9 milhões de empregos com fechamento de pequenos e médios negócios


Poucas vezes o mercado de trabalho esteve tão vulnerável como agora. Com a economia em queda, as empresas endividadas e o fechamento de pequenos e médios negócios, 2020 deve ser o ano do extermínio de empregos. 

No Brasil, pelo menos 9 milhões de vagas formais devem ser perdidas este ano, uma enormidade.

A previsão é que a taxa de desemprego chegue a 18,7%, segundo um estudo inédito da Fundação Getúlio Vargas (FGV), algo que não se via pelo menos desde 1992. No ano passado, há havia cerca de 12,6 milhões de pessoas desocupadas no país – o índice de desemprego fechou em 12%.

Em média, cada ponto percentual da taxa de desemprego corresponde a cerca de 1 milhão de postos de trabalho perdidos, daí a previsão dramática para 2020.

Um cenário complexo de incertezas contribui para as projeções negativas. A retomada econômica depende intrinsecamente de uma melhora significativa na crise da saúde pública – e, por enquanto, não se sabe quando isso vai acontecer. Com a transmissão do coronavírus em ritmo acelerado na maior parte do país, medidas para reabrir a economia tendem, neste momento, a passar longe do resultado desejado.

“Sem controlar a propagação do vírus, não adianta autorizar o comércio e outras atividades a funcionar, já que os consumidores provavelmente evitarão ir a esses locais para não se contaminar”, diz o economista Daniel Duque, da FGV, especializado em mercado de trabalho.

Mesmo depois de uma certa volta à normalidade, quando a pandemia estiver mais controlada, provavelmente serão necessários pelo menos alguns meses para que as empresas recomponham o caixa e se sintam confortáveis o suficiente para voltar a contratar. Até o final do ano, trata-se de algo que dificilmente vai acontecer, na visão dos economistas.

5 de jun. de 2020

Pico da pandemia: Em 10 dias, casos confirmados de coronavírus aumentam 94% no RN

Operação conjunta da Polícia Militar e da prefeitura de São Gonçalo do Amarante para aumentar isolamento social no RN — Foto: PM/Divulgação


Em 10 dias, o número de casos confirmados da Covid-19 quase dobrou no Rio Grande do Norte, de acordo com dados dos boletins epidemiológicos da Secretaria Estadual de Saúde.

Enquanto no dia 25 de maio, havia 4.774 pacientes diagnosticados com a doença nos municípios potiguares, o número passou para 9.282 até quinta-feira (4) - um avanço de 94,4%.

No mesmo período, o número de óbitos aumentou 78%, passando de 212 para 378 no estado. Já o número de curados aumentou 29%, passando de 1.410 para 1.824.

Por causa do avanço da doença, o governo aumentou as medidas restritivas para diminuir a circulação de pessoas e o contágio do coronavírus.

Isolamento social

O Governo do RN renovou nesta quinta (4) o decreto de isolamento social, impôs restrições à circulação de pessoas em vias públicas e excluiu salões de cabeleireiros e barbearias da lista de serviços essenciais que podem funcionar.

As medidas têm validade até 16 de junho. Além disso, o decreto traz um plano de retomada gradual das atividades econômicas a partir de 17 de junho condicionado à situação da ocupação de leitos no Estado.