2 de nov. de 2022

O último choro de Jair Bolsonaro, o péssimo perdedor



Exatamente 44 horas e 34 minutos após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oficializar a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial, Jair Bolsonaro apareceu no saguão do Palácio da Alvorada para reconhecer o resultado.

Fez isso a seu modo, um estilo grosseiro, como péssimo perdedor. Além da demora, não teve a grandeza de citar o nome do adversário e ainda voltou a criticar o sistema de votação brasileiro, que por tantos meses atacou.

"Os atuais movimentos populares são fruto de indignação e sentimento de injustiça de como se deu o processo eleitoral", disse Bolsonaro, sobre a baderna que radicais bolsonaristas travestidos de caminhoneiros estão protagonizando nas rodovias do país.

Como se sabe, a argumentação é falsa, não houve injustiça. As urnas eletrônicas são seguras e deveriam ser motivo de orgulho para todos.

A tônica dos protestos que eclodiram desde o anúncio do TSE é justamente esta. Foi uma leve admoestação aos baderneiros, em tom brando demais para a gravidade dos fatos a que estamos assistindo.

Bolsonaro elogiou a si próprio por nunca ter falado “em controlar ou censurar a mídia e as redes sociais”. A tradução para esse trecho, como se sabe, é a defesa indireta de que todos possam xingar ou mentir livremente, sem responder por seus atos na Justiça.

A parte considerada como mais importante do curto discurso de Bolsonaro foi aquela em que ele disse o seguinte: “Enquanto presidente da República e cidadão, continuarei cumprindo todos os mandamentos da nossa Constituição”.

Em tempo

Triste país esse, em que, no meio do choro de mau perdedor, o presidente derrotado na eleição dizer que cumprirá a Constituição é uma declaração considerada positiva, como se não fosse uma obviedade.

Chico Alves, UOL.

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