A escolha do novo partido do presidente ainda é uma novela que se arrasta sem fim. Desde o primeiro ano de mandato, Jair Bolsonaro governa sem legenda, e só se mexe agora porque a Constituição não permite a disputa de candidatos avulsos em 2022.
Mais uma vez em sua carreira, ele procura um partido de aluguel, que lhe permita autonomia total e com o qual não precise compartilhar nenhum programa político. Ele já fez isso nove vezes.
Dessa vez, as negociações são mais complicadas. Para recebê-lo, o PL (implicado no escândalo do Mensalão) não queria dar carta branca. Concedeu à força, mas todos, inclusive o presidente, sabem que a chance de traição é enorme, especialmente pelos interesses regionais e por um provável namoro com Lula ou outro candidato bem posicionado nas pesquisas.
O PP, campeão da Lava Jato e maior sócio do Planalto, respira aliviado por não precisar abrigar o mandatário. Outros partidos também não se animaram. E o Aliança pelo Brasil, um “puro sangue” alinhado com a ideologia bolsonarista, nem conseguiu atrair o número mínimo de inscritos.
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