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quarta-feira, 24 de junho de 2020

ALERTA!! Pesquisadora da Fiocruz explica a descoberta de um novo vírus zika no Brasil



A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou nesta semana a identificação no Brasil de uma linhagem do vírus zika que até então não havia circulado no país. A descoberta acende o alerta para a presença de mais uma variedade do microrganismo, diferente da que causou a emergência em saúde registrada em 2015.

Até 2018, o vírus em circulação no país tinha origem asiática. Agora, os pesquisadores identificaram uma cepa que veio do continente africano nas regiões Sul e Sudeste. 

A transmissão é feita pelo mosquito Aedes albopictus, que se propaga de maneira semelhante ao Aedes aegypt, responsável pela transmissão da dengue.

Uma das autoras da descoberta, Larissa Catharina Costa, que atua no Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs), da Fiocruz, afirma que os efeitos do novo vírus no corpo humano ainda estão em estudo, no entanto, os cuidados precisam ser mantidos.  “Ele acabou de chegar ao Brasil. Nos percebemos a presença dele em 2019 e a gente não sabe o quão grave ele vai ser e os acometimentos que ele pode trazer.”

Transmissão

A estudiosa lista as formas de transmissão, que são muito parecidas com as identificadas nos casos da dengue, do zika asiático e da chikungunya. “A transmissão acontece por meio da picada do Aedes aegypt ou do primo dele – onde foi isolada uma das nossas amostras – o Aedes albopictus.

- "Há também a transmissão por meio da relação sexual e, além disso e da mãe para o feto, que normalmente ocorre nos primeiros três meses de gestação. Essa é a que impacta mais, por conta da ocorrência da microcefalia ou de outros acometimentos neurológicos", acrescenta.

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