Em vídeo divulgado nas redes sociais, o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato na primeira instância, solicitou aos simpatizantes da operação que não compareçam a Curitiba na próxima quarta-feira, dia 10 de maio, data em que está marcado o interrogatório do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
-- "Eu tenho ouvido que muita gente que apoia a Operação Lava Jato pretende vir a Curitiba manifestar esse apoio", disse Moro. "Eu diria o seguinte: esse apoio sempre foi importante, mas, nessa data, ele não é necessário".
Segundo o juiz, deve-se evitar qualquer tipo de "confusão e conflito" e zelar pela segurança das pessoas, para que ninguém se machuque em eventuais discussões nesta data.
Originalmente, o interrogatório de Lula estava previsto para o dia 3 de maio, mas foi remarcado por Moro para 10 de maio a pedido da Secretaria de Segurança Pública do Paraná e da Polícia Federal.
As corporações alegaram necessidade de mais tempo "para providências de segurança" diante de manifestações populares que poderiam ocorrer em Curitiba.
Já
faz um bom tempo que o foro privilegiado –a regra pela qual políticos só podem
ser julgados por tribunais superiores– é visto como sinônimo de impunidade.
Isso
acontece porque muitos processos contra os poderosos se arrastam por anos. Isso
chama mais a atenção no STF, que julga deputados,
senadores e ministros, entre outras autoridades.
Segundo
o Datafolha, 70% dos brasileiros querem o fim do foro. Não é à toa que houve
grande entusiasmo com um projeto, aprovado pelo Senado, que reduz bastante o
alcance da regra.