O Banco Central informou nesta quarta-feira
(29) que o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou o lançamento da cédula de
R$ 200, que terá como personagem o lobo-guará.
De acordo com a instituição, a nova cédula
deverá entrar em circulação no final de agosto, e a previsão é que sejam
impressas 450 milhões de cédulas de R$ 200 em 2020.
Até a última atualização desta reportagem, o
Banco Central ainda não tinha divulgado a imagem da nova cédula. Atualmente, há
seis tipos de cédulas em circulação: R$ 2, R$ 5, R$ 10, R$ 20, R$ 50 e R$ 100.
A diretora de Administração do Banco Central
afirmou que a instituição está atenta à demanda da população por mais meio
circulante. “Se ela [a demanda] existe, a gente precisa atender. A gente não
sabe por quanto tempo essa demanda adicional por dinheiro vai durar”, declarou.
Segundo ela, em momentos de incerteza, como
atualmente, durante a pandemia de coronavírus, as pessoas tendem a fazer saques
e acumular dinheiro. “Isso não é um fenômeno do nosso país, e isso gerou um
aumento expressivo de demanda nas casas impressoras”, declarou.
De acordo com a diretora, o Conselho
Monetário Nacional autorizou nesta quarta-feira (29) o valor de R$ 113,4
milhões para impressão de 45 milhões de cédulas de R$ 200 e 170 mihões de
cédulas de R$ 100.
A diretora do BC afirmou que a impressão de
novas cédulas não tem relação com inflação. “Temos um sistema de metas. No
momento, a inflação é baixa, estável, e controlada”, disse.
Impressão
de cédulas
Neste mês, o governo teve um gasto extra de
R$ 437 milhões para impressão de cédulas, com o objetivo de imprimir R$ 100
bilhões adicionais em dinheiro de papel.
De acordo com a área econômica, a crise do
novo coronavírus foi um dos motivos para o aumento da procura. A pandemia levou
as pessoas a “entesourarem” recursos em casa, ou seja, manter reserva em
cédulas.
Outro motivo apontado é a necessidade de
fazer frente ao pagamento do auxílio emergencial – estimado em mais de R$ 160
bilhões considerando as cinco parcelas aprovadas. Boa parte dos beneficiários,
sobretudo os de menor renda, preferiu sacar o benefício em espécie. - G1