Ele
não foi um menino prodígio no futebol — só se tornou jogador profissional aos
20 anos — e está longe de ser considerado um fenômeno com a bola nos pés. Mas,
no Brasil, o atacante alemão Miroslav Klose escreveu o mais belo capítulo de
uma carreira marcada mais pela dedicação do que pelo talento, ao se tornar o
maior artilheiro da história das Copas.
 |
Miroslav Klose comemora o seu gol contra o Brasil, quando estabeleceu a marca... |
E
o recorde de 16 gols, que ainda pode ser ampliado hoje, na final contra a
Argentina, foi alcançado justamente contra a seleção brasileira, em uma partida
inesquecível, a goleada de 7 a 1 no Mineirão.
No
mesmo estádio que viu despontar para o mundo o ex-dono da marca, o brasileiro
Ronaldo, de estilo e currículo totalmente opostos: campeão mundial aos 17 anos,
em 1994, quando jogava pelo Cruzeiro; três vezes melhor do mundo pela Fifa, já
na Europa; craque e artilheiro da Copa de 2002, quando alcançou seu segundo
título; e autor de 15 gols em Mundiais.
Discreto
e introspectivo, Klose sai do Brasil como um colecionador de recordes.
Além da
maior artilharia, ele também igualou Ronaldo como o jogador que marcou em mais
jogos de Copa do Mundo (11) e empatou com Cafu em número de vitórias no torneio
(16), duas marcas que ainda podem ser exclusivas do alemão.
Tudo
vai depender do resultado de hoje, em sua última copa!