23 de jan. de 2026

Fim dos orelhões!

Uma relíquia urbana despede-se finalmente da paisagem cotidiana brasileira, encerrando um ciclo histórico de conectividade pública que moldou o comportamento social por décadas.

Com o término formal das concessões de telefonia fixa, a Anatel autorizou a remoção sistemática dos icônicos telefones públicos, os populares orelhões, das principais metrópoles nacionais neste início de ano.

Esses dispositivos, projetados originalmente por Chu Ming Silveira, serviram como pilares fundamentais da comunicação interpessoal muito antes da revolução digital contemporânea. Entre os anos 70 e o final do século passado, eram ferramentas vitais para emergências e conversas cotidianas, mas perderam sua utilidade prática diante da hegemonia dos smartphones e da conectividade móvel ubíqua.

O desmonte dessas estruturas metálicas não representa apenas uma mudança logística ou técnica, mas o sepultamento definitivo de uma era analógica. Agora, as calçadas libertam-se de cabines obsoletas e vandalizadas, dando lugar a uma cidade que prioriza dados invisíveis sobre o toque físico do fone, transformando nostalgia em memória visual pura.


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