23 de nov. de 2021

Bolsonaro ficará refém do Centrão em 2022

A escolha do novo partido do presidente ainda é uma novela que se arrasta sem fim. Desde o primeiro ano de mandato, Jair Bolsonaro governa sem legenda, e só se mexe agora porque a Constituição não permite a disputa de candidatos avulsos em 2022. 



Mais uma vez em sua carreira, ele procura um partido de aluguel, que lhe permita autonomia total e com o qual não precise compartilhar nenhum programa político. Ele já fez isso nove vezes. 


Dessa vez, as negociações são mais complicadas. Para recebê-lo, o PL (implicado no escândalo do Mensalão) não queria dar carta branca. Concedeu à força, mas todos, inclusive o presidente, sabem que a chance de traição é enorme, especialmente pelos interesses regionais e por um provável namoro com Lula ou outro candidato bem posicionado nas pesquisas.  


O PP, campeão da Lava Jato e maior sócio do Planalto, respira aliviado por não precisar abrigar o mandatário. Outros partidos também não se animaram. E o Aliança pelo Brasil, um “puro sangue” alinhado com a ideologia bolsonarista, nem conseguiu atrair o número mínimo de inscritos. 

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